Embaixada

Embaixada, Editorial Divergência (2021)

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Sinopse:

Passaram muitos anos desde que os Dominantes chegaram a Hitto, sádicos e frívolos, providos de capacidades sobre-humanas. Sem sobreaviso, expulsaram os continentais das suas casas e concederam-lhes uma vida e liberdade no litoral e nas ilhas. Viriam a participar na queda da monarquia absolutista e na instauração da república, quando Cellys Barbassa se envolveu numa conspiração que condenou grande parte da aristocracia de então à guilhotina. Porém, existe um segredo que os Dominantes deixaram escapar. Um segredo que poderá pôr em perigo a sua hegemonia.

Sediados na península de Lakade, os Loreli controlam o Domínio Sylar há décadas, mas esta linhagem humana pode estar à beira do colapso, quando uma primeira-dama enciumada resolve decapitar o Presidente da República, tendo apenas o seu fiel mordomo para a proteger. O Domínio não atravessa os seus melhores dias, agora que a infame Companhia Pálida foi legalizada como esquadra de corso. Entre os seus mercenários de renome destaca-se a mente retorcida de Dwight “Doninha” Dourif, que tanto poderá ser a sua salvação como a sua ruína.

Cabe a Wellamy Marshmiller, o único homem que conseguiu internar-se no continente e regressar vivo, desvendar o mistério dos Dominantes através do diário de um ditador e das pistas deixadas por uma família de origens longínquas, os Vanclerc.

Direitos:

O livro Embaixada está legalmente protegido por direitos de autor.

Nota:

Embaixada fala sobre mistérios e segredos de família. Os assuntos que lhe serviram de inspiração foram essencialmente, numa vertente social, as crises despoletadas pelas Revoluções Napoleónicas e, numa vertente simbólica, as “maravilhas” do nosso Sebastianismo. Foi deste passado comum e das várias correntes especulativas que dele decorreram que fui buscar os ingredientes para o romance, onde tentei decalcar várias teorias ocultistas existentes e bem documentadas para um mundo de literatura fantástica. Uma dessas correntes especulativas apela a uma relação directa entre os enigmas do Quinto Império e os mistérios da Criação.

Diz-se que Fernando Pessoa, fortemente ligado ao ocultismo, escondeu uma revelação tremenda na sua famosa obra Mensagem, tal é a variedade de simbolismo que ela encerra, assim como a Divina Comédia de Dante Alighieri. Reflexões falam de uma ligação entre a lenda de D. Sebastião e a sua famosa representação a óleo da autoria de Cristóvão de Morais, com a carta de tarot O Louco, bem como são evidentes os paralelismos com as obras de Pessoa e Alighieri.

Facilmente encontrarão espelhos destas teorias, cartas de tarot, livros e pinturas ao longo deste livro. O conceito de Quinto Império está arraigado a esta ideia, mas ela transcende tempos e lugares, quando se crê que esse patamar idílico, que tanto se julga tratar de um conhecimento secreto como de um tesouro (a Lança de Longinus e a Arca da Aliança sempre foram hipóteses), suscitou o interesse de personalidades como Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, que serviram de inspiração livre para o Cellys Barbassa e Adan Sempere do meu livro. Diz-se que este tesouro pode ter sido mesmo o “tesouro” que fez enriquecer a Ordem dos Templários e que, para a sua protecção, foram criadas fraternidades como a Maçonaria ou a Ordem Rosa-Cruz, que me inspiraram a criar em Embaixada a Ordem Rosa-Solar.

Ainda assim, não é apenas um livro de pesquisa, de investigação, de enigmas a ser desvendados camada após camada. Há também perseguições, intriga política, batalhas épicas e muita fantasia, sendo os divinais Dominós o seu expoente máximo. Juntar todos esses ingredientes sem que o livro parecesse uma manta de retalhos, dar um sentido e um fio condutor a essa história, foi o meu principal objectivo e espero que vos agrade tanto lê-la, como me agradou escrevê-la.

Nuno Ferreira. 

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